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ESTERILIZAÇÃO DE CÃES E GATOS EM ÁREA DE RISCO ENDÊMICO EM FLORIANÓPOLIS TORNA-SE OBRIGATÓRIA

A proposta da vereadora Maria da Graça altera Lei que dispõe sobre o controle e proteção de populações animais, bem como a prevenção de zoonoses na Capital

O Projeto de Lei que obriga a castração de cães e gatos em bairros de Florianópolis onde forem registrados casos de zoonoses ou que forem considerados áreas de risco zoossanitário pela Secretaria Municipal de Saúde, foi sancionado pelo prefeito Gean Loureiro. A Lei 670/2019, entrou em vigor na última segunda-feira (01), conforme publicação do Diário Oficial. A proposta da vereadora Maria da Graça é uma medida de saúde pública que visa atender a saúde do coletivo – das pessoas, dos animais e do meio ambiente.

A sanção deste projeto é muito importante, pois assim o Poder Público poderá desconstruir comportamentos equivocados por parte dos tutores, que acabam pondo em risco não só a vida dos animais como também da população como um todo”, afirma a vereadora.

Considerando que a fêmea canina tem dois períodos de cio ao ano e a felina quatro, os novos indivíduos que nascem comprometem a eficácia do monitoramento de zoonoses já realizado pela Secretaria da Saúde, conforme a justificativa do projeto.

Enfermidades como raiva, sarna, tuberculose, verminose, toxoplasmose, leptospirose, entre outras são algumas que os animais podem transmitir aos seres humanos (zoonoses). Por isso, a vacinação, a vermifugação e a higiene básica dos animais domésticos, como o controle de pulgas, piolhos e carrapatos são fundamentais na prevenção de doenças.

No entanto, estas medidas não são suficientes para prevenir ou manter afastadas determinadas patologias. “É o caso da Leishmaniose, zoonose que tornou-se foco de preocupação real na cidade de Florianópolis, por se tratar de uma doença letal que afeta animais e seres humanos”, afirma a vereadora.

Segundo a parlamentar, muitos munícipes de áreas carentes, dentro de áreas de risco endêmico, mantêm animais em condições precárias, reproduzindo a cada ano e, por ignorância, se recusam a dar o benefício da esterilização ao animal.

Os motivos para não esterilizar são inúmeros. Eles acreditam que o macho não precisa ser castrado, que a fêmea somente deve ser castrada após o primeiro cio, ainda há a intenção de “tirar “cria” para venda, quando o animal é de raça, e também existe a pura negligência com o animal e com a saúde pública, por falta de conhecimento quanto aos riscos reais para eles e os humanos frente às zoonoses”, exemplifica.

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2019-07-04T21:08:20+00:004 julho, 2019|SOS Animais|