SMS REALIZA CURSO DE FORMAÇÃO EM AURICULOTERAPIA PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE

A Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a UFSC e o Ministério da Saúde promoveu nos dias 10 e 11 de outubro a etapa presencial do Curso de Formação em Auriculoterapia para profissionais de saúde da Atenção Primária.

O curso, que é composto de uma etapa de 75 horas de atividades online e 5 horas de modulo presencial, permitiu aos alunos praticarem a modalidade terapêutica sob a supervisão de instrutores e monitores, resolvendo dúvidas e trocando experiências com quem já incorporou a prática no seu cotidiano profissional.

Embora o curso seja direcionado para a aplicação na rotina de trabalho das equipes que atuam nas Unidades Básicas de Saúde, ele vem tendo uma excelente aceitação nas atividades coletivas de outras áreas como NASF, CAPs e Policlínicas, o que ficou ainda mais evidente nesta edição. “Conseguimos reunir 138 profissionais de vários locais da rede, não apenas das unidades básicas, e eles concluíram todas as etapas da formação”, relata o médico Rogério Duarte, coordenador das Práticas Integrativas e Complementares em Florianópolis.

A auriculoterapia é uma das modalidades da Medicina Tradicional Chinesa, mas vem sendo desenvolvida no ocidente e estudos experimentais e clínicos vêm evidenciando o papel da prática para o tratamento principalmente de síndromes dolorosas, transtornos mentais e comportamentais.

Em Florianópolis, ela está presente em mais de 80 % das unidades da rede, em atendimentos individuais, mas de forma especial nos grupos de promoção e prevenção da saúde, corroborando os resultados das pesquisas que indicam um papel importante da auriculoterapia na cessação do tabagismo.

A demanda crescente pela oferta desta e de outras Práticas Integrativas e Complementares (PICs), que observamos no país e de forma mais evidente em Florianópolis se deve a forma com que elas contribuem para o atendimento humanizado, ressalta Duarte.

Com o fortalecimento do vínculo, da satisfação do profissional e o potencial de reduzir o uso abusivo de medicamentos e outros recursos, a Coordenação das Práticas Integrativas (CPICs) e Complementares investe nas atividades de educação permanente como uma estratégia efetiva para ampliar a oferta de PICs de forma qualificada, contando com a parceria das universidades para que sejam implementadas, atingindo o objetivo que é permitir que a população possa contar com essas práticas cada vez mais reconhecidas como seguras e efetivas, e com potencial de promover sinergia com outras atividades/intervenções das equipes.

2019-10-11T23:21:48+00:0011 outubro, 2019|Saúde|