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FAKE NEWS: AMONC PROMOVE ABAIXO ASSINADO CONTRA O EMISSÁRIO SUBMARINO BASEADO EM INFORMAÇÕES FALSAS

AMONC, Associação dos Moradores do Novo Campeche, chega ao absurdo de afirmar que o emissário atraíra tubarões.

Com o título, Emissário Submarino nem pensar, a AMONC ilustra o abaixo assinado com uma mancha preta sugerindo esgoto sendo despejado no mar, quando na verdade se trata de água tratada, ainda no enunciado a associação desinforma e alvoraça a comunidade: “…que se trata de obra de alto risco para moradores, meio ambiente, atividades econômicas tradicionais da pesca e da maricultura, e turísticas/desportivas“, o que não procede segundo o projeto do Sistema de Disposição Oceânica (SDO) proposto de CASAN.

Em flyer digital com o claro intuito de alarmar os moradores, a AMONC  chega ao absurdo de afirmar que o emissário atraíra tubarões, além de provocar geração descontrolada de algas e mortandade de peixes e outros seres marinhos. “Trata-se de um projeto inexplicável estimado em 190 milhões de reais, que provocará enorme perda de qualidade de vida e a destruição permanente das praias do Sul da Ilha. O estudo apresentado possui falhas e omissões relevantes, o que permite julgar que esta é uma ideia com objetivos pré-estabelecidos e alinhados a interesses inconfessos.  Com muita frequência ocorrem rompimentos dos emissários submarinos, com grande concentração de esgoto nas praias, provocando geração descontrolada de algas, mortandade de peixe e outros seres marinhos além da atração de tubarões”. 

O abaixo assinado foi criado no site https://www.change.org/ por Fernando Bergesch, conselheiro da AMONC.

O jornal BOM DIA de São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz, que não tem nenhuma relevância com o Sul da Ilha, também publica FAKE NEWS sobre emissário, onde descreve: “CASAN QUER JOGAR NO MAR DO CAMPECHE ESGOTO DE 17 BAIRROS… Só em um mês. seriam 2,37 bilhões de litros de esgoto no mar…“.

SAIBA MAIS:

O Emissário submarino não despeja esgoto no mar e sim água tratada pela ETE. 

Emissário Submarino é uma tubulação que leva o efluente final de uma ETE (Estação de Tratamento de Esgotos) até um local que tenha condições ambientais favoráveis para sua assimilação pela natureza.  A  implantação da tubulação subterrânea será perpendicular a costa localizado ao norte da Ilha do Campeche e a mais de 5 quilômetros de distância.

Segundo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), a construção do sistema será feita pelo método não destrutivo “Pipe Jacking”, devido ao seu menor impacto socioambiental. Na faixa inicial, entre as dunas e a zona de arrebentação, a tubulação é de concreto, enquanto após a zona de arrebentação a tubulação inserida será de PEAD (Polietileno de Alta Densidade), ancorada no assoalho marinho com a ajuda de blocos de concreto.

O diâmetro da tubulação será de 90 cm. Os últimos 175 metros serão utilizados para alocação de 50 difusores, dispostos em dupla, espaçados a cada sete metros, que farão a dispersão do efluente tratado de forma a evitar passivos à hidrodinâmica local. Neste contexto, estima-se que a construção do Sistema de Disposição Oceânica abranja um custo de R$ 190 milhões e um prazo de 27 meses de construção.

Diante de um conjunto de mensagens que estão circulando em redes sociais e em grupos de WhatsApps, com o claro intuito de alarmar os moradores, a CASAN esclarece inverdades sobre o projeto do Emissário Submarino do Sul da Ilha.

– Ao contrário do que diz o material divulgado, o emissário submarino não pretende “jogar esgoto no mar da praia do Campeche”. Em sua primeira etapa o emissário submarinho vai devolver à natureza o EFLUENTE TRATADO na Estação de Tratamento de Esgotos do Rio Tavares, uma unidade que vai funcionar em sistema de tratamento terciário. Nesse sistema, a remoção de carga orgânica (DBO) é de 96%, e a de coliformes fecais chega a 99,9%. A ETE ainda vai remover nutrientes (fósforo e nitrogênio) do efluente final. Na segunda etapa o emissário vai devolver à natureza efluente tratado em sistema secundário.

– O local previsto para o emissário, na altura do Campeche, está sendo indicado somente depois de exaustivo estudo de diversas alternativas, buscando sempre o menor impacto e a localização mais adequada e que apresente condições ambientais favoráveis para a assimilação, pela natureza, do EFLUENTE TRATADO.

Nesse sentido, a mancha preta colocada sobre a ilustração de localização do emissário, induzindo os moradores a pensarem que esgoto bruto será lançado no mar, é uma preocupante desinformação para a comunidade.

Diz ainda o flyer que “Trata-se de um projeto inexplicável estimado em 190 milhões de reais, que provocará enorme perda de qualidade de vida e a destruição permanente das praias do Sul da Ilha”.

Ao contrário, o projeto tem sido explicado permanentemente. Profissionais do quadro técnico da Companhia vêm apresentando o projeto e sua relevância para o saneamento da cidade, tendo participado de diferentes encontros para sua apresentação e, mais do que isso, se colocado à disposição sempre que demandados.

A CASAN também produziu um fôlder com informações acessíveis à população sobre o projeto e criou o e-mail [email protected] justamente para que moradores e instituições possam tirar suas dúvidas ou mesmo solicitar a realização de encontros com profissionais da Companhia.

– Com relação à “perda de qualidade de vida e destruição permanente das praias do Sul da Ilha”, também citados no flyer, a CASAN tem consciência de que a inexistência de um sistema de esgotamento sanitário na região é que tem causado impactos negativos à região. Constantemente os cursos d´água da região se mostram comprometidos por ligações clandestinas de esgotos. Extravasamento de redes de drenagem são frequentemente noticiados pela imprensa e redes sociais, demonstrando que a falta de uma infraestrutura de saneamento é que vem comprometendo a qualidade de vida e ambiental no Sul da Ilha.

A CASAN também lamenta que frases de alarme, como a ‘atração de tubarões’, sejam usadas para jogar a população do bairro contra uma obra que pretende ampliar a cobertura de coleta e tratamento de esgotos na Capital. O emissário está sendo planejado para proteger a área litorânea do Sul da Ilha, um ambiente frágil, formado por manguezais, restinga, dunas e praias.

Complementando, a CASAN lembra que a necessidade de ampliação da cobertura de coleta e tratamento de esgotos em Florianópolis, a alta densidade e a crescente ocupação da Ilha (que resultam em uma grande produção de esgoto), e a presença de rios que, em sua maioria, são de pequeno porte e vazão limitada, estão entre os parâmetros que motivam a opção por esta tecnologia.

O planejamento do Sistema de Disposição Oceânica – Emissário do Sul da Ilha é detalhado no Estudo de Impacto Ambiental e no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), disponíveis para consulta no site do IMA: www.ima.sc.gov.br/index.php/licenciamento/consulta-eia-rima

Assista a fala do Diretor do Jornal Riozinho.com, Adriano Soares, no CODESUL, Conselho de Desenvolvimento do Sul da Ilha sobre as FAKE NEWS.

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By |2019-07-11T22:15:11+00:0011 julho, 2019|Saneamento básico|0 Comentários

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