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Documento foi assinado nesta terça-feira (18) durante evento no Ministério do Turismo pelo presidente do ICMBio, Paulo Carneiro.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Paulo Carneiro, assinou hoje (18), em evento no Ministério de Turismo, a portaria que autoriza o Turismo de Observação de Baleia Embarcado na APA da Baleia Franca em Santa Catarina. O ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, participou da cerimônia, e elogiou a iniciativa.

O documento estabelece as regras de procedimentos para cadastramento de empresas para realizar o turismo embarcado. Segundo Carneiro, o turismo de observação de cetáceos é uma atividade desenvolvida em mais de 50 países, com crescimento anual de 11% na América Latina. “Esse turismo gera desenvolvimento econômico, renda, emprego, além de engajar e sensibilizar a sociedade para a conservação e baleia franca e da APA“, ressaltou.

Durante o evento, foi assinado também a Portaria do Plano de Manejo da APA da Baleia Franca. Esta é uma grande vitória para a Unidade e uma ferramenta importante para a conservação da baleia-franca-austral (Eubalaena australis), dos ambientes terrestres e marinhos protegidos pela UC e para o processo de ocupação sustentável no território.

Nos últimos anos, a Unidade voltou seus esforços para a elaboração do plano de manejo, que ocorreu de acordo com a Lei 9.985/2000 (art. 27, §2º), ou seja, assegurando-se a ampla participação da população residente. Foram 23 oficinas realizadas com representantes de diversos setores da sociedade: pesquisadores, organizações não governamentais, pesca artesanal, pesca industrial, esportes, turismo, agricultura familiar, rizicultura, imobiliário, mineração, indústria, comércio e órgãos públicos.

O processo de elaboração do plano também foi apresentado em diferentes espaços públicos para conhecimento da sociedade, como câmaras de vereadores e no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão. A caracterização da UC foi elaborada com o apoio de pesquisadores, conselheiros voluntários e Centros Nacionais de Pesquisa e Conservação do ICMBio, sendo disponibilizada na forma de 21 artigos que compõem o compêndio do plano e abordam temas relacionados a aspectos naturais, sociais e culturais do território da APA da Baleia Franca. Agora, um novo ciclo se inicia de alcance dos objetivos do plano e de realização das ações de gestão propostas. A luta continua em prol da conservação das baleias francas e deste atraente território.

CARACTERÍSTICAS

As baleias francas são cetáceos de grande tamanho, podendo atingir mais de 17 metros de comprimento nas fêmeas e pouco menos nos machos. O corpo é negro, arredondado e sem aleta dorsal. A cabeça ocupa quase um quarto do comprimento total, nela se destacam a grande curvatura da boca, que abriga, pendentes, cerca e 250 pares de cerdas da barbatana, ásperas e na sua maior extensão negro-oliváceas.

O ventre apresenta manchas brancas irregulares. As fêmeas adultas podem chegar a pesar mais de 60 toneladas; e os machos, 45 toneladas. A camada de gordura que reveste o corpo das baleias francas é notável, podendo chegar a 40cm de largura em alguns pontos. O “borrifo” das baleias francas é bastante característico, em forma de “V”, resultante do ar aquecido expelido muito rapidamente do pulmão.

A altura do borrifo pode atingir de 5 a 8 metros, sendo mais visível em dias frios e com pouco vento, e o som causado pela rápida expelida de ar pode ser ouvido muitas vezes a centenas de metros. A mais marcante característica morfológica da espécie, entretanto, é o conjunto de calosidades que apresentam no alto e nas laterais da cabeça. São estruturas formadas por espessamentos naturais da pele que já nascem com o animal e são relativamente macias em fetos e filhotes recém-nascidos, mas se tornam mais rígidas com o crescimento do animal.

As baleias-francas migram anualmente entre áreas de alimentação e reprodução. De julho a novembro a espécie vai para Santa Catarina para acasalar e procriar. A principal área de ocorrência da espécie é na APA da Baleia Franca. Porém, a presença em outras regiões do estado pode ocorrer, e tem sido cada vez mais frequente em função do crescimento e recuperação populacional da espécie no Brasil.

Fonte: Comunicação ICMBio

(61) 2028-9280

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By |2018-12-19T17:17:15+00:0019 dezembro, 2018|Noticia|0 Comentários

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