Associações, barqueiros e pescadores se reunirão nesta sexta-feira (23) com o MPF a fim de regulamentar a visitação à ilha na temporada 2018/2019.

A principal  discussão será sobre a fiscalização para garantir o cumprimento do acordo, que trata sobre o número de visitantes, máxima de 800 pessoas diárias na alta temporada e 770 no restante do ano. No último verão o limite foi extrapolado quase que diariamente. A Ilha do Campeche recebe cerca de 70 mil visitantes a cada temporada.

O TAC, termo de ajuste de conduta, que regula a visitação e a preservação da Ilha do Campeche é assinado pelo Iphan, Instituto Ilha do Campeche, Associação dos Pescadores da Armação, Associação dos Pescadores do Campeche, Associação dos Barqueiros da Barra da Lagoa, Associação Couto Magalhães.

O biólogo Fabiano Faga Pacheco, que trabalhou como monitor na ilha nas duas temporadas passadas, diz que o excesso de pessoas em relação à capacidade de suporte, a falta de políticas integradas de conservação e a ausência de uma gestão eficiente e transparente dos recursos do Fundo de Preservação têm colocado o patrimônio arqueológico em risco. “Mais da metade dos sítios arqueológicos da ilha estão sofrendo algum grau de impacto, inclusive com perda de gravuras e com risco de perda de sítios arqueológicos inteiros”, diz.

Segundo secretário de Mobilidade Urbana de Florianópolis, Marcelo Silva, a legislação já prevê condição ao tratar de transporte aquaviário.

A legislação é bem clara. O transporte turístico, seja por superfície aquaviária, deve ser feito por uma transportadora turística. No caso do transporte aquaviário, ele precisa ser constituído por uma cooperativa”, afirmou o secretário.

Conforme o secretário, a condição está prevista na legislação e já é praticada na Lagoa da Conceição. “Entendemos que também é importante essa regularização para quem faz o transporte para a Ilha do Campeche”, completou Silva.

Tombada no ano 2000, a Ilha do Campeche figura na lista dos oito mais importantes sítios arqueológicos do Brasil,  rodeada por gravuras inscritas entre cinco e três mil anos atrás faz da Ilha do Campeche um paraíso singular do litoral catarinense. o lugar está entre os oito sítios arqueológicos do país inscritos no Livro de Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico do Iphan.

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By |2018-11-20T13:57:18+00:0020 novembro, 2018|Noticia|0 Comentários

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