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As Caravelas-Portuguesas são temidas pelo seu poder urticante, em contato com a pele podem provocar queimaduras de até terceiro grau.

Em geral, elas surgem em tons de roxo, rosa ou azul, e é aí que mora o perigo. Uma bolha colorida no meio da praia pode facilmente chamar a atenção de crianças.  Às vezes, alguma caravela encalha ou algum tentáculo se desprende da colônia e vai parar na praia sozinho. Mas não pense que isso a torna inofensiva a ponto de você poder tocá-la; o fato é que ela ainda pode picar, e isso vai doer. Sua picada dói e tem alguns efeitos colaterais como cãibras e vômitos, bem como elevar a frequência cardíaca.  Caso você seja alérgico ao veneno, poderá sofrer um choque anafilático e até morrer.

A caravela-portuguesa possui tentáculos que podem chegar até 50 metros de comprimento e um flutuador que parece um chapéu usado pelos marinheiros medievais portugueses, de onde provém o seu nome. A caravela-portuguesa não se move – flutua à superfície das águas, empurrada pelo vento, com os tentáculos pendentes com a finalidade de capturar peixes para a sua alimentação.

Estes zooides estão ligados uns aos outros, pois não podem viver independentemente. Vivem nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos. As caravelas-portuguesas se alimentam principalmente de pequenos peixes e crustáceos. É um único organismo pluricelular, no grupo dos cnidários.

A principal recomendação para tratamento após contato, é seguir para um unidade de saúde mais próxima.

Em todo o caso, eis alguns procedimentos base que são indicados internacionalmente para ajudar a aliviar a dor no local:

– Após a queimadura o tratamento visa aliviar os efeitos locais do veneno, com o intuito de evitar novas descargas de cnidocistos e controlar reações como choque anafilático. Nos casos mais graves, procura-se a estabilização e a manutenção das funções vitais;

– Apesar de haver diferenças entre as espécies, há consenso sobre os analgésicos orais e tópicos, uso de água quente ou compressa de gelo para aliviar a dor, além de passar vinagre de uso doméstico na zona afetada para evitar que outros cnidocistos dos tentáculos das caravelas-portuguesas, que porventura tenham ficado presos na pele, continuem a descarregar as suas toxinas;

– Nunca passar álcool ou água doce sobre a pele, assim como pressionar com compressa, pois isso aumenta a descarga dos cnidocistos que ainda não deram sinal. A área do contato deve ser lavada apenas com água do mar ou vinagre;

– A caravela-portuguesa, mesmo quando é encontrada na areia, continua a ser capaz de gerar queimaduras;

– Entre os sintomas da queimadura estão: dor instantânea, edema intradérmico nas áreas que têm contato com os tentáculos. Algumas lesões podem evoluir para necrose em 24 horas, com consequentes cicatrizes. Há ainda os sintomas sistémicos, que são geralmente gastrointestinais (como dor abdominal, náuseas e vômitos) e/ou os musculares (espasmos e dor). O envenenamento pode gerar ainda dor de cabeça, sonolência, desmaio e perturbações cardiorespiratórias;

– O tratamento mais eficaz nos primeiros socorros, com vista a aliviar a dor, é a remoção de fragmentos de tentáculos que fiquem na vítima. Alguns estudos indicam que, após a remoção, deve-se fazer uma imersão da pele em água quente. A aplicação de compressas de gelo também são eficazes no alívio da dor;

– É consensual que o vinagre, além de estancar a descarga dos cnidocistos, também proporciona alívio da dor. Outros medicamentos podem ser usados, mas carecem de prescrição médica.

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2018-11-14T20:17:51+00:00