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O Ministério Público Federal (MPF) disse que não tinha informações sobre as investigações até as 13h.

Operação Chabu foi deflagrada na manhã desta terça-feira e visa combater a prática de uma organização que violava o sigilo de operações policiais em Santa Catarina.

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido, ex-filiado ao MDB), foi preso na manhã desta terça-feira (18) durante a Operação “Chabu”, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Ao todo, 30 mandados são cumpridos, sendo 23 de busca e apreensão e sete de prisão temporária, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS). O processo corre em segredo de Justiça.

De acordo com a PF, foi apurado que a organização criminosa envolveria políticos, empresários, e servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, que ocorreu em agosto de 2018, foi apurado pela Polícia Federal que o grupo suspeito construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários, e servidores do órgão e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) lotados em órgão de inteligência e investigação, com o objetivo de embaraçar investigações policiais em curso e proteger o núcleo político em troca de benesses financeiras e políticas.

Lista de presos

  1. Gean Loureiro (sem partido, ex-MDB), prefeito de Florianópolis
  2. Fernando Caieron, delegado da Polícia Federal, foi preso Porto Alegre (RS)
  3. Marcelo Roberto Paiva Winter, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Rodoviários de Santa Catarina (SINPRF-SC)
  4. Luciano Veloso Lima, que foi secretário da Casa Civil no governo estadual Eduardo Moreira (MDB)

Locais de busca e apreensão

  • Grupo Nexxera, em Florianópolis, empresa de tecnologia
  • Prefeitura de Florianópolis, no gabinete do prefeito

O que dizem os envolvidos:

Em nota a prefeitura informou: “Informações que temos é de que trata-se de uma operação que investiga policiais. Informações preliminares dão conta de que não há nenhum ato ou desvio de recursos públicos relacionados a prefeitura e de que a suposta relação entre o Prefeito Gean Loureiro e os envolvidos não teria nenhuma ligação com eventuais atos. Prefeito já concordou em prestar todas as informações necessárias, aguardando agora para prestar depoimento na Polícia Federal.

A empresa Grupo Nexxera disse que “não sabe do que se trata essa operação, pois é uma fase de investigação e provas. Estamos confortáveis e vamos contribuir com o que for preciso com as autoridades“.

A defesa de Luciano Veloso Lima, Rubens Cabral Faria Junior, disse que o ex-secretário foi pego de surpresa pela operação e já prestou depoimento a Polícia Federal.

Fernando Caieron não se pronunciou até momento.

A assessoria de imprensa do SINPRF-SC disse que irá se manifestar sobre a prisão de Marcelo Roberto Paiva Winter depois de ter acesso aos autos.

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2019-06-18T17:57:24+00:0018 junho, 2019|Noticia|