JORNAL RIOZINHO

O Sul da Ilha em evidência
ANUNCIE 50% OFF

O Prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, foi preso na manhã desta terça-feira (18) como parte da Operação Chabu, da Polícia Federal.

Operação Chabu foi deflagrada na manhã desta terça-feira e contou com a prisão do prefeito de Florianópolis. A operação visa combater a prática de uma organização que violava o sigilo de operações policiais em Santa Catarina.

Entre os detidos como parte da operação está o delegado Fernando Caieron, da Polícia Federal em Florianópolis. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de atrapalhar a investigação contra uma organização criminosa.

Os agentes federais prenderam, também durante a manhã, o ex-secretário da Casa Civil, Luciano Veloso Lima.

Entre os 30 mandados expedidos pelo TRF 4 em Porto Alegre há 23 de busca e apreensão.

A Prefeitura de Florianópolis emitiu nota:

Informações que temos é de que trata-se de uma operação que investiga policiais. Informações preliminares dão conta de que não há nenhum ato ou desvio de recursos públicos relacionados a prefeitura e de que a suposta relação entre o Prefeito Gean Loureiro e os envolvidos não teria nenhuma ligação com eventuais atos. Prefeito já concordou em prestar todas as informações necessárias, aguardando agora para prestar depoimento na Polícia Federal.

Saiba sobre a Operação Chabu

Após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018, a Polícia Federal apurou que a organização criminosa construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários, e servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal lotados em órgão de inteligência e investigação. O objetivo era embaraçar investigações policiais e proteger o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas.

Durante as investigações foram apuradas várias práticas ilícitas, dentre as quais destacam-se o vazamento sistemático de informações a respeito de operações policiais a serem deflagradas até o contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar “salas seguras” a prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas.

As provas obtidas durante as investigações apontam a prática de crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

O nome dado à operação, Chabu, significa dar problema, dar errado, falha no sistema, e é usado comumente em festas juninas, quando os fogos de artifício falham. Segundo a Polícia Federal, o termo era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a acontecer.

Fonte: ndmais.com.br

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

+ LEIA MAIS

ANUNCIE 50% OFF
By |2019-06-18T18:16:23+00:0018 junho, 2019|Florianópolis|0 Comentários

Sobre o Autor: