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A exposição “Uma ponte, vários ângulos” conta um pouco da história dos 93 anos do maior cartão postal de SC

Um dos grandes símbolos de Florianópolis, a Ponte Hercílio Luz completou em maio 93 anos desde sua inauguração, em 1926. Seu comprimento a coloca como a maior ponte pênsil do Brasil, possuindo o 132º maior vão pênsil do mundo. A ponte foi projetada e construída durante o governo de Hercílio Luz para ser a primeira ligação terrestre entre a ilha e o continente, contudo, seu idealizador não pode ver seu projeto concluído, pois veio a falecer. Originalmente a ponte teria o nome de Ponte da Independência, o qual foi mudado após a morte de Hercílio Luz, levando seu nome em homenagem póstuma. Sua construção veio para consolidar Florianópolis como capital do Estado de Santa Catarina, pois na época governantes de outras regiões do Estado a consideravam como muito distante para ser o centro administrativo e político, ainda mais por depender de balsas para a travessia ilha-continente.

Em seus 93 anos de existência, a Ponte Hercílio Luz sofreu duas intervenções, a primeira em janeiro de 1982, sendo reaberta em março de 1988 para bicicletas, motocicletas e veículos de tração animal. Em fevereiro de 1990 foi concluída a primeira etapa da análise de viabilidade da reabertura da ponte ao tráfego, o que levou a segunda intervenção, em julho de 1991. No ano de 1992 através do decreto 637/92 a ponte foi tombada como Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico de Florianópolis.

Alinhando-se com importância histórica que nosso maior cartão postal possui e preste a ser reinaugurada, após todos esses anos de restauração, a Galeria de Arte do Mercado Público – Sala José Cipriano da Silva, por meio da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes apresenta a exposição “Uma ponte, vários ângulos”. As fotografias foram doadas pelo fotógrafo e arquiteto Joel Pacheco à Casa da Memória de Florianópolis no ano de 2019. Tem-se também como intuito divulgar o patrimônio cultural e arquitetônico da cidade de Florianópolis, colaborando na construção da sua história, através da educação patrimonial.

“Talvez eu possa dizer que “morei embaixo da ponte”. Em certa fase da minha infância, quando alguém me perguntava onde eu morava, eu respondia que morava embaixo da Ponte Hercílio Luz, na Rua do Forte nº 1036. Passei alguns anos brincando nas cercanias do Forte Santana, Forno do Lixo, Rita Maria e a“Barreira”, como era chamado o terreno do antigo cemitério, atual Parque da Luz.

Minha casa, que era de madeira, como muitas outras do local, situava-se ao lado do Forte Santana, num declive muito íngreme que descia até a praia.
Hoje o local é apenas um gramado, cobrindo uma encosta e uma praiazinha,
que tem muita história para ser contada e pesquisada.
Este local é um rico sítio arqueológico, que merece ser preservado e estudado
rapidamente, sob pena de desaparecer”, relata Joel Pacheco.

Joel Pacheco

Nascido em Florianópolis/SC, é arquiteto, fotógrafo e programador visual; pesquisador de tema como paisagem, etnografia e cultura popular. É autor dos Livro “Florianópolis a 10a Ilha dos Açores – o encontro das origens”, “A Canoa Baleeira dos Açores e da Ilha de Santa Catarina”, “Arquitetura e Paisagem-Florianópolis e Açores”e “Colorindo Floripa-roteiro cultural”. Editou várias exposições fotográficas; publicou diversas imagens vinculadas ao Patrimônio Cultural em Florianópolis e Açores em livros, jornais, cartões postais e telefônicos: Florianópolis Memória Urbana, Agenda 21 Florianópolis, Atlas do Município de Florianópolis, Transporte Coletivo em Florianópolis, Fortes da Cidade, Circuito Cultural de Florianópolis, Patrimônio Histórico de Florianópolis, Fortalezas de Florianópolis, Açores-Portugal, Corpus Christi – Florianópolis, Janelas de Florianópolis, Florianópolis Antiga, Arte Rupestre – Florianópolis, Jornal Lusitana – Canadá, Revista Digital Seixo Review Artes & Letras – Canadá.

Serviço:

O quê: Abertura da exposição “Uma ponte, vários ângulos”, fotografias de Joel Pacheco no Acervo da FCFFC
Onde: Galeria de Arte do Mercado Público – Sala José Cipriano da Silva
Quando: Sexta-feira (21 de junho), às 15h (abertura) Visitação até 27 de julho.
Quanto: Gratuito

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2019-06-24T20:47:58+00:00