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Com a chegada do frio, população fica mais suscetível a doenças de transmissão respiratória e deve ficar atenta a algumas medidas de proteção

Na última segunda-feira (01), a Vigilância Epidemiológica de Florianópolis divulgou um novo alerta da Epidemiológico com dados que apontam um significativo aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mesmo para o inverno.

Em Florianópolis, já foram notificados 188 casos de SRAG em 2019, sendo 164 entre pessoas que moram no município. “Este número é bem superior ao esperado para esta época do ano, segundo nossa série histórica”, relata a especialista em epidemiologia, médica e gerente de Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Ana Cristina Vidor.

A maior parte dos casos, até o momento, foi causada por outros microorganismos não identificados pelas técnicas virais. Entre os vírus, o vírus sincicial respiratório (VSR) foi o mais frequentemente associado a estas infecções, seguido pelo Influenza A, que também foi responsável pelos dois óbitos por SRAG em Florianópolis neste ano. Aproximadamente, 12% dos casos notificados seguem em investigação, aguardando resultado laboratorial.

O que é Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)?

A SRAG é caracterizada por sintomas gripais, tais como febre de início súbito, acompanhada de tosse ou dor de garganta e pelo menos um destes sintomas: cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular) ou artralgia (dor nas juntas) – em pacientes com até 6 meses de idade. Já em pacientes com idade superir a 6 meses consideramos febre de início súbito, mesmo que referida, e sintomas respiratórios. “Na SRAG esses sintomas gripais são associados a sinais de gravidade, que levam o paciente à internação”, reforça a especialista.

Entre os sinais de gravidade, os médicos devem levar em consideração dispneia (falta de ar); choque; desconforto respiratório; insuficiência respiratória; saturação de O2 menor que 95% e/ou piora nas condições clínicas de doença de base.

As suas principais causas são as infecções virais, embora, ocasionalmente, possa ser causada por outros microorganismos. Estes casos são de notificação obrigatória e o agravo é monitorado constantemente.

A Vigilância Epidemiológica reforça que ao constatar os sintomas de SRAG citados anteriormente, a população deve procurar uma unidade de saúde e consultar seu médico para uma avaliação. “Vale ressaltar que a automedicação é muito perigosa, em qualquer circunstância, e como ainda temos focos de Aedes aegypti em Florianópolis, e por isso com risco de dengue, é importante estarmos atentos aos sintomas para chegarmos ao diagnóstico correto, além disso, há componentes presentes em certos medicamentos utilizados para minimizar o desconforto da gripe que não podem ser prescritos a pacientes com dengue, como os que contêm salicilatos”, esclarece Ana.

Cuidados

A Vigilância Epidemiológica de Florianópolis reforça alguns cuidados básicos que as pessoas devem incluir em sua rotina para evitar contágios respiratórios, principalmente nessa época do ano. São eles:

– Utilizar lenço descartável para higiene nasal.
– Lavar as mãos várias vezes ao dia.
– Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, caso não tenha lenço, proteja com o antebraço evitado as mãos que são importantes veículos de contaminação.
-Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe e resfriado.
-Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca.
– Evitar sair de casa em período de transmissão da doença.
-Higienizar as mãos após tossir ou espirrar.
-Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados)
-Manter os ambientes bem ventilados.
– Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.
– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.

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By |2019-07-02T20:05:56+00:002 julho, 2019|Florianópolis|0 Comentários

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