JORNAL RIOZINHO

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A crise que o país atravessa atinge diretamente as pessoas, as empresas e os governos.

São mais de 13 milhões de desempregados, muitos sem esperança de conseguir o necessário para saciar a fome dos filhos. Organizações penando em comercializar seus produtos por falta de cliente com poder de compra. Governos no vermelho sem lastros para captar recursos e tocar os investimentos. Não são de hoje esses obstáculos que travam a economia brasileira e, por que não?, mundial. Mas onde existe fé, vontade e trabalho, há esperança.

Por natureza, nosso povo criativo vai se reinventando, fazendo bicos, priorizando as contas mais urgentes e até apostando os trocados na loteria. E por estarem na segunda quinzena de junho, servidores públicos ansiosos para receberem a primeira parcela do 13º salário. Fato é que alguns municípios já começaram a disponibilizar o calendário para pagamento. E como de costume, nesse meio, empresas se segurando, na expectativa da injeção de dinheiro do Estado, proveniente do 13º salário, algo em torno de meio bilhão de reais. Por aqui, a sistemática vem ocorrendo religiosamente desde 2001, só interrompendo em 2018, quando a primeira parcela foi dividida em duas partes, sem impacto demasiado na economia.

Círculo virtuoso

Quando o dinheiro entra no bolso do funcionalismo, não fica parado. Principalmente em se tratando de um extra. Bem verdade que muitos já têm a quantia comprometida, mas que dará fôlego suficiente para retornar à vida normal. Num sistema capitalista como o nosso, não há como negar esse “modus operandi”. Santa Catarina tem capitaneado para si como Estado próspero liderando em muitos segmentos, sendo o varejo um dos setores responsáveis. Vendendo mais, adquirem-se mais produtos, empregam-se mais, há o ingresso de dinheiro em caixa e, consequentemente, revertendo-se parte em impostos. É a injeção que a classe empresarial aguarda, principalmente do varejo, que almeja para fazer a roda girar.

Receitas de IPVA

As assessorias de imprensa das prefeituras catarinenses poderiam agregar nas suas agendas lotadas um serviço especial para execução. Apenas para esclarecimento do leitor: A receita proveniente do pagamento do IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores tem sua repartição dividida em duas partes. Metade vai para os cofres do Estado e a outra fica no município onde o veículo está emplacado. O total dos débitos no Estado chega a R$ 660 milhões, correspondendo a 440 mil veículos.

Fecam na parada

Argumentando com o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, exercendo cumulativamente a presidência da Fecam – Federação Catarinense de Municípios, foi simpático à ideia solicitando que enviasse a matéria, pois iria fazer um movimento nesse sentido no seu município e também na federação. E agradeceu a iniciativa com a frase: “Pedro, cada centavo que ingressar nos cofres será sempre bem-vindo”. Lembrando que ao aderir ao Prefis-SC/2019 – Programa Catarinense de Recuperação Fiscal (débitos constituídos até 30/09/2018), o responsável terá no pagamento desconto de 90% dos juros e da multa, em parcela única. O prazo encerra em 28 deste mês. Mais informações no endereço www.sef.sc.gov.br, na Central de Atendimento Fazendária, pelo telefone 0300-645-1515 ou em uma das regionais da Fazenda Estadual.

Dicas de português

“Tenho de” e “Tenho que”. Usa-se “Tenho de” quando o sentido for de obrigação, necessidade ou interesse. Ex.: Temos de desempenhar melhor nosso trabalho. Usa-se “Tenho que” para expressar possibilidade. Ex.: Talvez você tenha que trabalhar além do horário, hoje. Fonte: Esat/SEF/PR.

Refletindo

“Independentemente de idade ou gênero, os que não se transformarem não sobreviverão”. Luiz Carlos Cabreira. Uma ótima semana!

Pedro Herminio Maria
Auditor Fiscal da Receita Estadual – IV
COLUNISTA

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By |2019-06-19T14:45:26+00:0019 junho, 2019|Fisco e Cidadania|0 Comentários

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