Surto de diarreia em Florianópolis

By |2019-01-31T19:47:45+00:0022 janeiro, 2019|

Segundo a Gerência de Vigilância Epidemiológica do município, os números estão 50% maiores do que o esperado para esta época.

Tanto a UPA Sul como a UPA Norte registraram um aumento nos casos de diarreia nas primeiras semanas de 2019. Os dias mais quentes de janeiro foram os que mais registraram entradas de pacientes com diarreia.

O número de casos nas três primeiras semanas de janeiro é maior que o total das últimas 14 semanas de 2018 (2.143 casos). No início de 2018, a média semanal foi de 250 ocorrências.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) explica que as doenças são causadas por vírus (Rotavírus e Norovírus), bactérias (Escherichia coli, Salmonella e Shigella) ou parasitas (Cryptosporidium, Cyclospora e Giárdia).

Nós identificamos que o aumento de casos está relacionado com os picos de temperatura. Os microrganismos se proliferam mais rápido e também há mais dificuldade na conservação de alimentos nos dias mais quentes. Também percebemos muitas pessoas utilizando gelo feito com água inadequada, inclusive em comércios – diz a gerente da Vigilância Epidemiológica, Ana Cristina Vidor.

A forma de transmissão está relacionada ao preparo e acondicionamento incorreto de alimentos, ao consumo de bebidas (água, sucos, gelo) de procedência duvidosa e à ausência de cuidados com a higiene pessoal (lavagem das mãos).

Recomendações

  • Lavar as mãos com água e sabão ou solução antisséptica frequentemente, principalmente antes de ingerir alimentos e após utilizar sanitários ou transporte publico, visitar mercados ou locais com grande fluxo de pessoas.
  • Beber água tratada acondicionada em embalagens lacradas ou de fonte segura. Se isso não for possível, tratar a água disponível com Hipoclorito de Sódio a 2,5%, colocando 2 gotas em 1 litro de água e aguardando 30 minutos antes de consumir. Evitar adicionar gelo de procedência desconhecida às bebidas.
  • Avaliar se os alimentos foram bem cozidos, fritos ou assados. Os alimentos perecíveis devem ser mantidos em baixa temperatura (abaixo de 5° C) ou bem aquecidos (acima 60 °C); evitar o consumo de frutos do mar crus; evitar consumir leite e seus derivados crus.
  • Evitar o consumo de preparações culinárias que contenham ovos crus.
  • Evitar frutas e verduras descascadas ou com a casca danificada: a casca protege esses alimentos de contaminação.
  • Evitar o consumo de alimentos vendidos por ambulantes não credenciados.
  • Alimentos embalados devem conter no rótulo a identificação do produtor e data de validade, e a embalagem deve estar íntegra.
  • Não se banhar ou frequentar a areia em praias consideradas impróprias para o banho. Para maiores informações é possível conferir o relatório semanal do IMA.
  • Não se banhar ou frequentar a areia em regiões próximas a saídas de rios ou córregos.
  • Evitar a ingestão de água do mar, com redobrada atenção com as crianças e idosos, que são mais sensíveis e menos imunes do que os adultos.
  • Não levar animais à praia.

Fotos: Adriano Soares