REDES DE PESCA DENTRO DE UM BERÇÁRIO

By |2018-09-11T23:53:19+00:0011 setembro, 2018|

Centenas de animais marinhos, tartarugas, pinguins-de-magalhães, lobos marinhos e até filhotes de baleia franca são vítimas das redes de pesca em Florianópolis.

Ongs pedem proteção ao Berçário das Baleias Franca em Santa Catarina, se mobilizam e encaminham para diversos órgãos do Governo Federal pedido de maior proteção ao Berçário da Baleia Franca, localizado no litoral de Santa Catarina.

No pedido, as ongs requerem a proibição definitiva do turismo de observação de baleias embarcado (whalewhatchig) no berçário com base em um documento de 2011, onde uma das operadoras desta atividade admite a impossibilidade de desligar os motores ou deixá-los em ponto neutro em decorrência dos fatores ambientais da região, mesmo que as baleias estejam a menos de cem metros dos barcos de turismo, segundo a operadora:

Grupos de baleias se movimentam normalmente em uma área bem próxima da arrebentação das ondas na costa. A presença constante de ventos dos quadrantes sul e norte e as correntes marítimas associadas conduzem as embarcações à deriva nos momentos das avistagens. Em dados momentos as manobras visando a segurança do barco e dos passageiros é obrigatória mesmo que os cetáceos estejam a uma distância inferior ao estabelecido na legislação.

As ongs também pediram ao Estado de Santa Catarina e ao ICMBio investimentos em pesquisas sobre o declínio do número de baleias no berçário, em ações eficientes de fiscalização para impedir o turismo embarcado clandestino, helicópteros, jets skis, lanchas e redes de pesca ilegais, e, diante do acentuado número de baleias e pinguins presos em redes, que somente seja autorizado o uso desse petrecho de pesca em embarcações durante os meses de julho à novembro, período em que as baleias ocupam o berçário para acasalarem, darem à luz, amamentarem e prepararem os filhotes para o regresso à Antártica – zona de alimentação da espécie.

Na avaliação da ACAPRA – Associação Catarinense de Proteção aos Animais, o turismo de observação de baleias por terra pode ser praticado nas enseadas do berçário a menos de 20 metros das baleias e seus filhotes, a partir dos mirantes naturais, sem interferir no comportamento natural da espécie e sem risco para as pessoas, além de trazer mais turistas e gerar mais empregos. Segundo a ACAPRA, este turismo teve início após a proibição do uso de barcos para observar as baleias, e já é um sucesso por agregar cultura e gastronomia locais durante as trilhas para observação dos cetáceos.

Entidades ambientais como, ICMBio, Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de SantosProjeto Baleia Franca, Instituto AustralisR3 Animal, além de agir no tratamento e resgate desses animais vítimas da ação humana poderiam educar e capacitar membros de comunidades locais para se tornarem guardiões do meio ambiente, ao mesmo tempo tomar medidas preventivas e protetoras com o apoio do poder público para que tais fatos lamentáveis, os quais são constantes dentro da APA da Baleia Franca não ocorressem mais.

Requerimento Proteção Berçário Baleia Franca SC

Documento encaminhado por ongs de proteção animal requerendo ações para a preservação e proteção do último berçário de Baleias Franca no Brasil, localizado no litoral de Santa Catarina. O berçário é protegido pela unidade de conservação Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca desde 2000, contudo não há regras para uso do espaço e nem fiscalização eficiente, os animais morrem em redes de pesca e colisão com embarcações e são molestados por helicópteros, jet skis, lanchas e a prática ilegal do turismo de observação embarcado. Ajude a mudar esta realidade

Assinam o documento: ACAPRA – Associação Catarinense de Proteção aos Animais, ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais, AMPARA ANIMAL, ATPA – Associação Torrense de Proteção aos Animais, Movimento Crueldade Nunca Mais, FAOS – Federação das Associações, Organizações Não-Governamentais, Sociedades Protetoras dos Animais, e Sindicatos de Profissionais da Proteção Animal do Estado de São Paulo, Fauna News, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Freeland Brasil, Grupo de Voluntários para a Valorizçaõ da Vida Animal, Instituto É o Bicho, Instituto Piracema, ITEC – Instituto Técnico de Educação e Controle Animal, HACHI Ong de Proteção Animal, MATER NATURA – Instituto de Estudos Ambientais, MGDA – Movimento Gaúcho de Defesa Animal, OJE – Observatório de Justiça Ecológica (UFSC) e União pela Vida.

Fonte: Acapra – Direitos dos animais

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