NOVO CAMPECHE, venha morar neste paraíso e desfrute de esgoto in natura no mar, lagoas e ruas

By |2018-01-09T17:52:55+00:009 janeiro, 2018|Tags: |

Com o 3º m² mais caro da ilha, o Novo Campeche em Florianópolis sofre com a falta de infraestrutura, consciência dos moradores e a falta de fiscalização da Prefeitura.

O esgoto  in natura é despejado na rede pluvial por casas, comércios e condomínios,  muitas vezes por mal dimensionamento da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto)  ou da fossa séptica. Os destinos do esgoto são os afluentes, rios e o mar. E agora devido à alta temporada as ruas do bairro também  transbordam coliformes fecais.

O Sul da Ilha não possui tratamento de esgoto, a comunidade deve se adequar a esta realidade e tratar seus dejetos através de ETEs e fossas sépticas.

A Casan iniciou em 2006 a obra da ETE-Campeche mas o empreendimento foi embargado.

A Agência de Fomento Japonesa, JICA, que financiava a obra, aguardou 9 anos e o dinheiro acabou sendo usado para ampliar a estação dos Ingleses, no norte da Ilha, para que a companhia não perdesse os recursos.

Um novo projeto foi elaborado e as obras iniciaram em março de 2017, mas poucos dias depois foi embargada novamente a pedido do ICMBio, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que exige a construção de um emissário submarino, tubulação subaquática que leva os efluentes para o fundo do mar. A obra reiniciou em Novembro de 2017 e a conclusão está prevista para março de 2019.

O destino do Sul da Ilha em saneamento básico está selado, com a especulação imobiliária a todo vapor e a inexistência de um plano de ação efetivo, tanto educativo como fiscalizador, em poucos anos um dos lugares mais lindos do Brasil será destruído.

E o metro quadrado? Este talvez siga o mesmo destino do esgoto, a boca do lobo.