Florianópolis é a segunda capital com maior taxa de novos casos de AIDS

By |2018-12-01T13:47:34+00:001 dezembro, 2018|

Florianópolis é a segunda capital com maior taxa de novos casos de AIDS na população em geral nos últimos 3 anos e a sexta capital com maior taxa de mortalidade da doença nos últimos 3 anos.

O que significa que muitas pessoas vivendo com HIV não estão tratamento ou estão sendo diagnosticadas muito tarde, quando a doença está mais avançada.

Município amplia estrutura de atendimento, distribuição dos medicamentos e campanhas de prevenção

Com o objetivo de promover o Dia Mundial de Luta contra o HIV/AIDS (1º de dezembro) e a campanha do Dezembro Vermelho, a Prefeitura de Florianópolis, através da Secretaria Municipal de Saúde irá reforçar as ações que estão sendo desenvolvidas de prevenção ao HIV e mobilizar a população de Florianópolis no combate à epidemia.

De acordo com os últimos dados da epidemia em Florianópolis, mais de 7.800 vivem com HIV, dessas, aproximadamente 1 mil ainda não sabem que vivem com HIV e outras 2 mil sabem, mas não estão em tratamento. Por outro, o Município vem conseguindo alcançar, uma queda anual importante da mortalidade por AIDS nos últimos 5 anos.

Novas ações desenvolvidas

– Campanha ‘Eu me amo, eu me testo’: Florianópolis será a primeira cidade do estado a ofertar testes de HIV, sífilis e hepatites, preservativos e gel lubrificante, além de profissionais de saúde disponíveis para informações sobre saúde sexual em locais de grande circulação, como terminais de ônibus e praças, através de um trailer itinerante a partir do dia 15 até o final do mês de janeiro.

– Distribuição pelo SUS de autotestes de HIV: Florianópolis recentemente assinou a Declaração de Paris, se comprometendo a acabar com a epidemia de HIV até 2030, e por esse motivo, é uma das cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde para iniciar a distribuição de autotestes de HIV gratuitamente para a população. A Secretaria de Saúde pretende desenvolver estratégias de distribuição dos autotestes em conjunto com ONGs e empresários de casas noturnas da cidade. O projeto inicia em dezembro.

– Projeto Vinculadores: Há alguns meses já funciona um serviço no qual enfermeiros entram em contato com pessoas vivendo com HIV que abandonaram o tratamento para ofertar uma consulta e vinculação com um médico de família e um enfermeiro num centro de saúde de sua escolha, ou seja, a pessoa pode optar em qual centro de saúde ela quer ser atendida pois em alguns casos ela não gostaria de ser atendida num local próximo onde mora por questões de privacidade.

– Serviços de Saúde Zero Discriminação: Técnicos da Secretaria Municipal de Saúde estão envolvidos com a multiplicação da campanha do Ministério da Saúde e da UNAIDS para promover serviços de saúde zero discriminação, facilitando o acesso à informação para reduzir o preconceito e discriminação e treinar profissionais de saúde para atender melhor pessoas negras, homossexuais, pessoas trans, pessoas que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas, pessoas com doenças mentais, pessoas privadas de liberdade, profissionais do sexo.

Ações reforçadas em 2019

– Acesso fácil e gratuito aos testes rápidos, preservativo e gel lubrificante em todas as 49 unidades de saúde do município e nas duas UPAs. Além de diversas campanhas de distribuição em eventos realizados na cidade.

– Distribuição de medicação da PEP (profilaxia pós-exposição ao HIV): A pessoa que teve uma exposição de risco ao HIV tem até 72h para procurar atendimento na unidade de saúde ou na UPA para fazer um atendimento e avaliar a indicação de tomar medicamentos por 28 dias para prevenir a infecção pelo HIV.

– Ambulatório da PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV): Pessoas HIV negativo que tem parcerias com HIV positivo podem agendar uma consulta e avaliar a indicação de usar um medicamento diário para prevenir o HIV. Atualmente o ambulatório atende mais de 300 pessoas que fazem uso do medicamento. O Ambulatório fica na Policlínica do Centro.

Ampliação do acesso ao tratamento

– Ampliação da carga horária de profissionais infectologistas. Dois novos médicos infectologistas irão ampliar a oferta de consultas com essa especialidade.

-Tratamento de HIV/AIDS nas unidades de saúde: Aumentou o número de médicos e enfermeiros das unidades de saúde capacitados para atender estes pacientes. A rede municipal está preparada para tratar e fazer o acompanhamento integral das pessoas vivendo com HIV.

Estando vinculado a um médico de família e enfermeiro de referência, que saiba tratar de forma geral seus problemas de saúde e que conta com o suporte de um infectologista, a pessoa vivendo com HIV amplia suas possibilidades de cuidado. Além disso, em Florianópolis a pessoa vivendo com HIV pode escolher o posto de saúde que quer ser atendida, respeitando sua privacidade.

– Ampliação dos locais de distribuição dos medicamentos para tratamento de HIV No primeiro semestre de 2019 será inaugurada a quarta farmácia para distribuição do tratamento para HIV na Policlínica Sul.

– Ambulatório Trans: o atendimento da pessoa Trans demanda novos conhecimentos para os profissionais de saúde, muitos não tiveram formação suficiente para atender as demandas específicas dessas pessoas.

fotos: Francelise Martini