Canções do “Daza” são utilizadas por professora para ensinar geografia em Florianópolis

By |2018-11-07T20:56:24+00:007 novembro, 2018|

Projeto visa ajudar os estudantes a conhecerem a cidade através dos locais citados na música “Afinar As Rezas” da banda de Floripa

Você já parou para pensar que as músicas têm o poder de nos ensinar coisas novas? A professora de geografia Lílian Claudete da Escola Básica Municipal Dilma Lúcia dos Santos, da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, tentou passar essa mensagem para a turma 61 do ensino fundamental através do projeto “De Naufragados à Ilha do Campeche- conhecendo a ilha ao som do Daza”.

A garotada pôde conhecer a geografia da cidade e a história local, utilizando como eixo norteador as músicas, de reggae-rock, da banda da capital catarinense Dazaranha. A canção “Afinar As Rezas” guiou um tour pelas praias de Naufragados e Solidão, pela Lagoa da Conceição e Lagoa do Peri e, em breve, uma visitação à Ilha do Campeche.

Desenvolvida nos meses de setembro até o final de novembro, a iniciativa da unidade, localizada no bairro Armação do Pântano do Sul, tem por objetivo aproximar os estudantes a herança cultural do município. Além disso, tornou possível a relação próxima das famílias com a escola.

Vejo que as saídas de estudos são uma possibilidade dos estudantes vivenciarem aquilo que aprendem na sala de aula. Muitos estudantes nasceram aqui e não conheciam os lugares visitados”, explica a professora Lílian.

As saídas de estudos são um importante recurso pedagógico e de interação entre teoria e prática e devem ser utilizado pelos professores a fim de tornar mais atrativo o estudo”, salienta o secretário de Educação Maurício Fernandes Pereira.

Explorando Floripa

Os locais citados na música “Afinar As Rezas” são os lugares explorados pela turma, seguindo a ordem que aparecem na canção. Para registrar as descobertas feitas nos ambientes, cada aluno tem um diário, onde realizam relatos e diferentes atividades relacionados ao projeto. Para cada visita aos locais, são elaboradas diferentes atividades, desde narrativas, descrição de paisagens e observação de imagens de satélites.

Os estudantes puderam utilizar imagens do Google Earth da localização visitada, como naufragados, Solidão e Lagoa da Conceição para localizarem e se orientarem. A tarefa era identificar na imagem a trilha, o Rio, as oficinas líticas e descrever as paisagens que observaram, além de contar no seu diário como foi a saída com muitos detalhes.

Em naufragados, os educandos notaram a quantidade de resíduos espalhados pela areia da praia. Através de um olhar consciente, cada estudante trouxe o seu lixo produzido durante o passeio e recolheram os que estavam espalhados pela paisagem e levaram até a unidade para descartar adequadamente.

Curiosos e envolvidos, com um olhar crítico e questionador, a garotada também explorou a criatividade criando histórias em quadrinhos e produções textuais na forma de relatório. A profissional trabalhou as lendas das Lagoas com uma atividade de dobraduras que foram coladas nos diários.

Na última terça-feira (06), os estudantes visitaram a Ilha do Campeche, eles puderam analisar as inscrições rupestres e conhecer a história delas, além de observar os famosos quatis.

Participação

A docente Lílian criou um grupo através do aplicativo de conversa WhatsApp, para que as famílias dos estudantes participem e acompanhem as saídas e as atividades que são enviadas como tarefas no diário.

Percebi que o grupo das famílias aproximou mais nossa relação e que estamos sempre em contato, principalmente se surge uma dúvida referente a alguma atividade, os pais entram em contato pelo WhatsApp e eu os oriento”, conta a professora.

Dazaranha

Nativa de Florianópolis, a banda de reggae-rock é formada pelos músicos Chico Martins, Adauto Charnesky, Fernando Sulzbacher, Gerry Costa, Dinho e J.C Basañez, que produzem letras que remetem à cultura popular florianopolitana, utilizando usualmente o som do violino e instrumentos de percussão. Fundada em 1992, o grupo é considerado a banda com maior expressão no cenário musical de Santa Catarina.

Agora eles ouvem em casa a música do projeto e outras do Dazaranha, viraram fãs”, afirma a professora.