MPSC pede explicações da PMF sobre o esgoto despejado na Praia do Campeche

MPSC pede explicações da PMF sobre o esgoto despejado na Praia do Campeche

By | 2017-10-19T17:56:36+00:00 19 outubro, 2017|Tags: , |

Riozinho.com é destaque no Jornal do Almoço denunciando: “Orla da Praia do Campeche vira fossa ao ar livre”

Assista o vídeo de Alencar Deck, presidente da Associação dos Moradores do Campeche.

Nesta temporada as duas entradas principais da Praia do Campeche estarão poluídas e contaminadas com esgoto in natura 

O Ministério Público de Santa Catarina instaurou inquérito civil, que cobra fiscalização pela Floram e Vigilância Sanitária de Florianópolis. O prazo para esclarecimentos vai até 5 de novembro.

“— É uma situação não só de crime ambiental, mas de saúde pública. Aqui temos quatro tipos de doenças que podemos pegar com essa água poluída. A gente está entrando na temporada, mas a questão do saneamento é muito mais problema para quem mora no local do que para o turista” — reclama o presidente da Associação dos Moradores do Campeche, Alencar Vigano.

Em março, a ONG SOS Campeche Praia Limpa ingressou com uma ação no Ministério Público, que instaurou o inquérito. O promotor de Justiça Rogério Ponzi Seligman, da comarca da capital, solicitou que a a prefeitura autuasse moradores e comerciantes que estão jogando esgoto in natura na rede pluvial e providencie o lacramento desses pontos.

O superintendente de Saneamento e Habitação da prefeitura, Lucas Arruda, afirma que solução mais rápida certamente é lacrar as residências, mas que a medida é paliativa.

Segundo ele, o que irá resolver a situação do Campeche e de todo o sul da Ilha é a Estação de Tratamento de Esgoto, mas a obra está embargada a pedido do ICMBio, que exige a construção de um emissário submarino. A obra demoraria mais 10 anos para ficar pronta e custaria mais de R$ 200 milhões.

A conclusão da ETE estava prevista para março de 2019,  mas já esta parada a sete meses. A empresa responsável é a Infracon Engenharia e Comério LTDA, de Minas Gerais.

De acordo com relatório técnico do ICMBio, a instalação da ETE-Campeche em local inapropriado poderá vir a causar danos “irreparáveis” ao meio ambiente (manguezal do Rio Tavares) e prejudicar o sustento de dezenas de famílias humildes, cuja fonte de renda vem da extração de berbigão.

Fonte: Hora Santa Catarina 

Fotos: Adriano Soares

Denuncia do site Riozinho.com chega a Câmara de Vereadores, em Florianópolis

10 novembro, 2017|0 Comments