FLORAM retira estacionamento clandestino no Parque Municipal da Galheta

FLORAM retira estacionamento clandestino no Parque Municipal da Galheta

By | 2017-08-02T19:18:51+00:00 2 agosto, 2017|

Estacionamento clandestino que já estava abrindo trilhas para a praia.

O estacionamento clandestino atuava a muito tempo na área do parque e é uma demanda antiga denunciada pela comunidade. 

“Estamos no Parque Municipal da Galheta retirando um estacionamento clandestino que a muito tempo estava atuando na área do parque.” relata Marquinhos da Silva, diretor geral da Floram

Parque Municipal da Galheta

O Parque Municipal da Galheta está situado na porção centro-leste da Ilha de Santa Catarina.Trata-se de um maciço rochoso disposto no sentido NE/SW, que se estende desde a Praia da Barra da Lagoa, ao norte, até a restinga da Praia Mole (sudeste) e Lagoa da Conceição (sudoeste). O limite oeste do maciço do Morro da Galheta é constituído pelo Canal da Barra da Lagoa, uma porção de planície arenosa de sedimentos quaternários e, mais a sudoeste, as margens da Lagoa da Conceição. Em sua vertente leste, o maciço tem sua base constituída basicamente por costões rochosos voltados para o mar aberto, além da Praia da Galheta, que possui aproximadamente 1 km de extensão.

As declividades das encostas do Morro da Galheta são de médias a acentuadas, e as altitudes dos picos mais elevados variam entre 140 e 200m. Foi criado através da Lei Municipal nº 3455/90, 16 de Agosto de 1990, cuja regulamentação se deu através do Decreto nº 698/94. Sua área é de 149,3 ha, e abrange apenas a vertente leste do Morro da Galheta, desde a Ponta da Galheta (ao norte) até a Ponta do Meio (ao sul), no costão situado entre as praias da Galheta e Mole, através de uma linha que segue pela cumeada do morro (divisor de águas).

Ao longo de suas vertentes, o Morro da Galheta apresenta basicamente quatro tipos de ecossistemas, de acordo com sua constituição geológica/pedológica e altitude: encostas de solos rasos, onde a cobertura vegetal original é a formação do tipo “floresta ombrófila densa”; solos arenosos em baixas altitudes, cuja cobertura vegetal é constituída por “vegetação de restinga”; praia arenosa de mar aberto (Praia da Galheta), com vegetação de praia e dunas fixas; e costões rochosos, que se estendem desde a desembocadura do Canal da Barra da Lagoa no mar até a Ponta do Caçador (extremidade norte da Praia da Galheta), passando pela Ponta da Galheta (extremo norte do maciço).

O parque é municipal, ou seja, seu gerenciamento é feito pela Prefeitura Municipal de Florianópolis, através da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis). Dentro da Floram existe o Depuc (Departamento de Unidades de Conservação), que é responsável pelo monitoramento das UC’s e ALP’s (áreas legalmente protegidas) municipais de Florianópolis, dentre elas o parque da Galheta.

Leis e decretos referentes ao Parque Municipal da Galheta:

Lei nº 3455/90 – “Cria o parque municipal da galheta e dá outras providências.”
Decreto nº 698/94 – “Regulamenta dispositivos da lei nº 3455, de 16 de agosto de 1990, que criou o parque municipal da galheta e dá outras providências.
Lei CMF nº 195/97 – “Altera inciso ii e cria inciso iv ao art. 10 da lei municipal nº 3455/90 que cria o parque municipal da galheta e dá outras providências.”
Lei nº 6237/03 – “Dispõe sobre a substituição dos eucaliptos e pinus na área do parque Municipal da Galheta”.

Fonte: Depuc – DEPARTAMENTO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA FLORAM