A Pedra do Santinho era um bloco de diabásio que continha uma imagem que foi venerada como santa, dando nome ao lugar

A Pedra do Santinho era um bloco de diabásio que continha uma imagem que foi venerada como santa, dando nome ao lugar

By | 2017-10-19T16:26:19+00:00 22 fevereiro, 2016|

Em 1944, o Padre Rohr, quando de seus estudos dos petróglifos da ilha de Santa Catarina, descobriu que uma colônia de pescadores, lá pelos cantos do Morro das Aranhas, estava cultuando uma pedra com uma imagem que o povo associou a de um santo e ficou conhecida como “Santinho”.

No local o povo fazia romaria e colocava velas no seu “altar”, de frente para o mar. Padre Rohr e sua equipe removeram a pedra e a trouxeram para o museu do Colégio Catarinense que depois se tornaria o “Museu do Homem do Sambaqui“, em Florianópolis.

A remoção gerou grande revolta na comunidade local e, posteriormente, opiniões divergentes entre os arqueólogos.
Meses depois da sua retirada, a pedra misteriosamente sumiu. Na época, o sumiço do Santinho levou centenas de pessoas a uma passeata em frente ao Colégio Catarinense.

Naquele ano a pesca foi ruim e os devotos do Santinho atribuíram a culpa ao padre.

Não há registro fotográfico ou sequer um croqui de como era a pedra e conforme informação dos que a viram, seria a de uma figura humana adornada por uma forma circular semelhante a uma auréola na altura da cabeça. Pesquisando o assunto há dois anos, Maurício Muniz colheu dados suficientes para desenhar uma réplica bem próxima dos detalhes da inscrição rupestre original. Baseou-se nos depoimentos de pessoas que chegaram ao Santinho, colocando velas no seu “altar”.

A Praia do Santinho é um verdadeiro santuário de arqueologia, com sítios dos tipos oficinas liticas e inscrições rupestres

 Fotos: Adriano Soares

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